entretanto,

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f rag m e ntos #9 🗝️

alguns relatos dos últimos dias, semanas e meses

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Michele Contel
ago 10, 2026
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[ jogo difícil ]

há uns meses (semanas? não lembro), meu amigo Chico me mandou o contato de duas tarólogas indicadas pela Socorro Acioli. ele ficou apaixonado por Oração Pra Desaparecer - típico de canceriano - e por algum motivo, tinha esses contatos. um pouco desnorteada com todas as mudanças e desafios dessa nova vida, não hesitei em marcar uma consulta para o próximo dia. foi engraçado. todas as minhas experiências com tarot, na vida, vieram com boas notícias. alguém vai aparecer. uma oportunidade de trabalho vai chegar. viagens estão por vir. já falei sobre isso nesse post aqui, inclusive. mas dessa vez, não. a taróloga ia tirando as cartas e ficando com o cenho franzido, até que finalmente falou: “eu queria te dar boas notícias, amiga, mas que ano difícil". achei engraçada a sinceridade dela, sabe? e então ela foi abrindo, carta a carta e narrando a minha vida atual, com todos os problemas com que lido diariamente. no fim, a conclusão óbvia em forma de conselho: você precisa se fortalecer, porque esse é um ano de reestruturação; as coisas vão melhorar depois desse processo, que é longo, árduo, mas que será para o bem. apesar de não ter ouvido nenhuma notícia bombástica, eu me senti feliz. ter alguém te dizendo que as coisas vão passar é sempre fortalecedor, de alguma forma. é aquilo, né, é sobre a jornada.

cena do filme Cléo das 5 às 7

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[ infância ]

minha maternidade mudou muito depois do divórcio, e foi escrevendo que consegui elaborar isso. antes eu via tudo com um peso, como se me exigisse muito mais do que eu conseguia aguentar. chegava no final da noite exausta, até mesmo depois de um dia mais preguiçoso com tv e brincadeiras em casa. depois do divórcio, porém, isso tudo mudou, o que é quase contraditório, uma vez que agora eu tenho até mais funções que antes. com o peso da cobrança do outro lado, onde eu tinha que ser a mãe que ele queria que eu fosse, me esqueci da mãe que eu poderia ser. agora, eu me divirto com a minha filha o tempo todo, brincamos muito mais, desço para o parquinho para ela brincar com outras crianças, cozinho com ela, pinto, danço… todas as vezes em que eu me pego começando a sentir culpa pela minha filha ser a única criança da sala dela “com duas casas", penso no quanto eu sou uma mãe melhor, agora. me agarro nisso e, quem diria, funciona.

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